licroceh usalsolo

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O caminho da fé.


Caminhando avisto um monte
De grande dimensão
Desafia minha coragem,
Meu discernimento.
As arvores, as pedras
Íngremes me faz parar
Para admirar o desafio
A busca do cume florido.
Sinto o frêmito da emoção
Da conquista da fé,
Da possibilidade, do desconhecido.
Caminho em direção ao monte rochoso
Com passadas firmes e confiantes
Acreditando ser possível
Encontrar a fé esquecida, adormecida
Pelo tempo de tantas buscas em vão!
Cada passo um desafio
Um constante obstáculos
A me fazer temer a conquista
Da fé desconhecida.
Vou alcançando a distancia
Cada passo uma conquista
O desafio me fornece a energia
Para continuar o desafio
Do cume alcançar.
Suando e respirando
Sinto o folego da fé aumentando
E minhas mãos estão próximas
Dos galhos das arvores, da escarpa rochosa
Meus olhos ficam no êxtase
Da imagem do paraíso encontrado.
Mãos me acolhe e a fé renasce
No coração que desistiu de acreditar
No ponto da paz.
No cume do monte rochoso
A paisagem é de flores, jardins
Amigos partidos em outrora
As lagrimas desafiam a dureza
Da caminhada
Em fim o paraíso está em mim!


Licroceh Usalsolo
Dez 2015
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Poemas

5

Ausência (1)


Na porta da entrada
Estava estampado o aviso: ausência
De afeto, de gestos, de sonhos e de esperança.
No átrio a sombra
Da solidão
Do esquecido sonho
Que o tempo escondeu!
No portal da vida
São muitos os caminhos e atalhos
As curvas, as tentações
E o esquecimento.
Passos a direita, á esquerda
E vejo na fresta da janela
Um sopro de esperança.
De repente, uma imagem, uma foto
Uma sombra, sinto o perfume
E volto a sonhar.
Espero o sol, a lua, o vento
Trazer você
Deixando no ar a esperança
De continuar a esperar.

Licroceh Usalsolo
10 2015
381

Manhã

De repente nasce a manhã
trazendo as imagens
que ficaram marcadas
nos semblantes
dos amantes doutrora.
De repente voce renasce
no meu amanhã
trazendo o seu perfume
o gosto do seu baton
impregnado em mim.
De repente nasce na manhã
o desejo de te-la novamente aqui.
Nasce no meu amanhã
a volupia do ontem vivido.

licroceh usalsolo
outubro2015
396

Qualquer ponto

Voltar ou partir
O ponto é inicio do fim
O fim do começo.
Olhos no horizonte, céu claro
Nuvens de imagens
Faz que estejas no espaço
De desejos esparsos
De busca e querencia.
Voltar ou partir
Eis a sina do poeta
Perdido em sempre sonhar.

Licroceh Usalsolo
10 - 2015

416

Na escadaria do sobrado paulista.

Lembro das escadas, do sobrado

Dos olhos parados no tempo

Do afago das mãos

Da cumplicidade esquecida

Pela impropriedade da esperança.

A espera era longa

Permeada pela ânsia

Do seu parecer repentino

Quase se desculpando pela demora.

Sentados nos degraus

Do sobrado paulista

Um quase esquecer da vida

Nada existia além do doce momento.

Saudades das mãos macias

E adornada nas unhas com cor rosa

Cabelos soltos, verdes olhares

Do oceano de desejos.

Com a música soando na sala

Cantamos esperança e sorrisos

Se escondendo pelo medo de ser.

Hoje só saudades

E a certeza que o ontem jamais existiu

A imagem ficou guardada

Para um dia, quiçá, ser real.

Licroceh Usalsolo

Outubro 2015

394

A sua ausência, em mim.

Quando do nascedouro da saudade

Lembramos dos nossos desejos

Dos nossos sonhos

Do incorreto e distante querer.

Quando a ausência se apresenta

Dói a saudade através das imagens

Guardadas no coração em prantos.

Nas imagens, nas fotos, no cabelo

Claro como o sol do dia d'agora

Fico sentindo o gosto

Da minha grande ilusão.

Quando a saudade vem a galope

Trazida pela ausência

Fica o poeta contando nas noites

Solitárias as estrelas

Esperando um acendo.

Não nasce o aceno, o sorriso

Desmaia o sonho, a saudade

Esta atropela meus sentimentos

Que espera a chamada aguardada

Na saudade a ausência se faz forte

Transpassa a flecha no frágil

No inconstante coração.

Licroceh Usalsolo

Outubro 2015

406

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